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Sonhos, como explicar?

Fofo não?
Primeiro, já se perguntou o que é sonho? Uma forma de como vemos o mundo com outros olhos, o olhos da alma, uma perspectiva de alusão. Vamos lá... 

Primeiro. Existem 2 tipos de sonhos: 

- Um é resultado de manifestação instintiva ou mecanismo inconsciente que revive lembranças de fatos ocorridos no dia a dia, são mais comuns quando ainda em sono leve. Este pouca importância e pouca influência tem em nossa vida diária.
- O outro tipo de sonho, porém, exerce grande influência em nossa vida, por isso vamos falar dele com bastante cuidado e detalhadamente.

Para entender realmente o que é esse sonho, é preciso entender que quando dormimos, apenas o nosso corpo físico repousa. O nosso espirito desliga-se parcialmente do corpo físico enquanto este está adormecido e volta ao plano espiritual onde participa ativamente de diversas atividades. 
Quando o corpo físico vai acordar o espirito volta e reassume o seu invólucro carnal, trazendo gravado as lembranças e imagens das experiências vividas na outra dimensão da vida. Essas lembranças são o que chamamos de sonhos. 

Os sonhos absurdos com imagens irreais, lugares esquisitos, são distorções causadas pela grande diferença da relação tempo/espaço que existe entre o plano físico (material) e o plano espiritual. 
Apesar dessas diferenças há grandes possibilidades de entendermos e decodificarmos as mensagens dos sonhos, muito embora para isso haja necessidade de treino e conhecimento relativo de si mesmo. Isso porque no lado da vida espiritual as imagens e fatos que vivenciamos são muito semelhantes com as imagens e fatos que lá nos são descritos por outras entidades espirituais. Por exemplo, quando sonhamos que estamos participando de uma aula, em uma sala com vários outros alunos, quando acordamos teremos essa imagem na lembrança. Essas imagens, porém, podem ser de uma atividade (aula) que realmente tenhamos participado lá no plano astral, como também, ser a lembrança de um diálogo tido com um espírito no qual ele nos tenha narrado algo sobre uma sala de aula, ou nos aconselhado a participar de alguma aula. Essa semelhança existe porque a forma usada pelos espíritos para comunicarem-se não é a fala, como nós nos comunicamos, (mesmo porque o espírito não tendo corpo físico não dispõe de um aparelho fonador). 

A transmissão do pensamento, imagens, intenções, sentimentos, é feita de mente para mente de forma direta e clara, assim , quando um espírito quer dizer para o outro que "viu uma praia", ele passa para a mente do outro a imagem da praia que ele viu, o que dá uma idéia muito mais clara do que a nossa forma de comunicação, e causa ao espírito que recebeu a mensagem a impressão de ter visto aquele local, embora a tenha apenas recebido através da comunicação de outro. 

Você tem 3 vidas paralelas. 


Uma é esta aqui, de quando você está acordado. Outra é o sono. O sonho é a terceira: duas horas por noite em que o corpo está paralisado, mas algumas áreas do cérebro ficam mais aceleradas do que o normal. Só que de um jeito diferente: de dia, a parte do cérebro que mais trabalha é o gerentão da mente: o córtex pré-frontal, o setor de massa cinzenta logo atrás da sua testa responsável pelo pensamento racional. No sonho é o contrário: essa área apaga e o resto funciona a toda. 

Para entender melhor, pense no cérebro como uma escola. De samba. São várias áreas (ou alas, no caso) fazendo tarefas diferentes. Na vida acordada, cada uma faz seu trabalho bonitinho, sob o comando do córtex pré-frontal. Mas à noite é anarquia pura. Livres do controle da gerência, áreas que nunca interagem de dia começam a trocar informações feito loucas. Tipo: passistas da ala das memórias antigas se embrenham na do córtex visual (a parte que processa imagens). Nisso as memórias incitam a produção de um cenário do passado. E você pode sonhar com um lugar bonito para onde foi aos 6 anos de idade. Depois gente de outra ala, a das emoções profundas, aparece por lá. Aí o amor da sua vida pipoca naquela paisagem. E a festa na sua cabeça vai entrando pela noite. Cada vez mais doida.

Chega uma hora que ninguém é de ninguém. Tudo fica misturado. Aí você pode sonhar que seu escritório fica num barco, e que esse barco navega numa avenida. Quer sair voando? Beleza. Nem o pensamento racional nem a gravidade estão lá para impedir. A memória de curto prazo, que depende diretamente do córtex pré-frontal, está desligada também. Então os rostos mudam o tempo todo, você não consegue ler direito... Até por isso seu avatar do sonho é sempre disléxico. 

Parece só uma farra mental. Mas não: os sonhos têm um propósito. E justamente o mais inesperado: eles tecem a realidade.

Como? Para começar, eles resolvem seus problemas. Foi o que concluiu um dos neurocientistas mais respeitados do mundo, Robert Stickgold, de Harvard. A base para isso foi uma experiência simples, feita neste ano. A equipe de Stickgold colocou 100 voluntários para andar num labirinto virtual, um daqueles 3D, de jogos tipo Counter Strike. O grupo foi posto para treinar as manhas do labirinto, aprender a navegar nele, por algum tempo. Depois deram um intervalo de 5 horas e chamaram o pessoal de volta para uma prova: ver quem conseguia achar a saída do labirinto mais rápido. Mas tinha um detalhe: os pesquisadores colocaram metade dos voluntários para tirar um cochilo de duas horas. O resto ficou acordado. Na volta, o time dos dormidos se deu ligeiramente melhor que o dos despertos - demoravam alguns segundos a menos para encontrar a saída.

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